Tudo que você precisa saber sobre os tecidos para o processo de soldagem

1. Introdução

Em uma indústria, é comum que ocorram riscos de diversos tipos. Uma empresa que lida com líquidos inflamáveis, por exemplo, tem que diminuir as chances de sofrer com incêndios. Já uma que realiza o transporte de cargas pesadas deve se preocupar com impactos e quedas. Entre as que utilizam soldagem, o processo tem que receber atenção especial.

Por envolver altas temperaturas e materiais especiais, essa etapa de transformação exige muito cuidado. Uma das ações que devem ser executadas é o uso dos tecidos corretos, já que eles oferecerão a proteção adequada. Além de tudo, é preciso estar atento à escolha das técnicas, dos materiais e até dos modos de execução.

Para que não restem dúvidas, veja o que é necessário saber sobre os tecidos para o processo de soldagem e como eles influenciam os resultados.

2. A importância da segurança para os trabalhadores da indústria

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), uma pessoa morre a cada quatro horas e meia por conta de um acidente de trabalho. Em 2015, foram 675 mil comunicações de acidente de trabalho (CAT). Isso demonstra que os esforços de segurança no setor produtivo do Brasil ainda precisam ser reforçados.

Mais que cumprir obrigações previstas em lei, a segurança para os trabalhadores tem a ver com a motivação, o aumento da produtividade e até a diminuição dos custos. Com menos acidentes, há uma redução de paradas produtivas, indenizações ou pagamentos de multas, e, então, o negócio consegue operar com maior produtividade e menos desperdícios.

Para criar uma cultura organizacional com foco na proteção do trabalhador, é recomendado seguir pontos como:

2.1 Fazer um mapa dos riscos

A princípio, é fundamental compreender quais são as situações de risco geradas pelos espaços de um empreendimento. Apenas com o levantamento é possível identificar as situações mais urgentes ou importantes e qual é o melhor jeito de lidar com tais ocorrências.

O mapa de riscos é a ferramenta necessária nessa fase. A ideia é elaborar um planejamento com todas as situações potencialmente perigosas e/ou que podem desencadear um acidente. Na parte elétrica, por exemplo, fios soltos podem gerar choques ou curtos. Na soldagem, a falta de materiais especiais aumenta os riscos de algo sair do controle.

Então, o recomendado é identificar todas as condições inseguras e escaloná-las de acordo com a relevância. Divida as ocorrências entre as muito graves, graves, importantes, medianas e pouco impactantes. Então, devem ser criadas ações de mitigação das mais para as menos catastróficas.

2.2 Fornecer os EPIs e EPCs

Embora algumas modificações no espaço já diminuam vários riscos, certas probabilidades são inerentes à tarefa. Para quem trabalha em altura, por exemplo, não dá para eliminar a chance de queda. Em vez disso, é possível utilizar elementos especiais, como cintos e mosquetões, que praticamente anulam a possibilidade de um imprevisto ocorrer.

Por isso, é sempre recomendado oferecer equipamentos de proteção coletiva (EPC) e individual (EPI). Por lei, é obrigação da empresa fornecer elementos de qualidade e que devem ser usados para prevenir acidentes. É o caso de óculos, capacetes, luvas, mantas contra incêndio e assim por diante. Escolha um bom fornecedor para ter a certeza de que os riscos serão diminuídos dentro do esperado.

2.3 Conscientizar os colaboradores

Apenas distribuir os EPIs e EPCs não é o suficiente. É fundamental contar com a participação e o engajamento dos colaboradores. Então, outra técnica de segurança consiste em conscientizá-los.

Eles devem estar cientes das práticas adequadas e de quais são as ações que devem ser evitadas. Também precisam saber sobre a importância de usar os equipamentos de proteção e como utilizá-los da forma correta.

Acima de tudo, devem reconhecer quais são os riscos de não seguir as diretrizes e como isso pode impactar suas vidas. Com a atuação alinhada, é mais fácil prevenir os acidentes de diversos tipos.

2.4 Acompanhar as medidas de segurança

Depois de utilizar essas abordagens, é o momento de verificar se todas as medidas têm sido cumpridas. Não dá para apenas torcer para que tudo saia conforme o esperado, pois isso aumenta as chances de algo fugir ao controle.

Faça verificações rotineiras na forma como os colaboradores operam e veja se os equipamentos são usados como deveriam. Também vale a pena instituir uma cultura em que todos são responsáveis por fiscalizar e orientar uns aos outros. Isso amplia a capacidade de cuidar da segurança e de diminuir os riscos existentes em cada cenário ou atividade.

3. O processo de soldagem

Muitas vezes, há dois materiais — iguais ou não — que precisam ser unidos para que funcionem dentro do esperado. No caso dos metais, não basta aplicar uma cola ou outros elementos. Deve-se utilizar algo que funcione corretamente e não interfira nas qualidades da junta.

É para atender a essa necessidade que existe a soldagem. O processo consiste em unir materiais em locais específicos e de maneira definitiva, de modo a garantir a utilização. Em geral, é feito por meio do uso de calor e matérias-primas especiais, o que garante confiabilidade à junta. Para entender melhor como isso acontece, veja o que é preciso saber sobre a etapa.

3.1 Como funciona o processo de soldagem?

Imagine um oleoduto, com quilômetros de extensão. Com as técnicas atuais, é impossível construí-lo de uma só vez. Então, são produzidos cilindros suficientemente grandes, que, então, são unidos.

Para garantir que não haja vazamento no tubo, deve-se contar com um material resistente. Nada melhor do que um metal. Nesse caso, o metal derretido é depositado no espaço entre os elementos, de forma a criar uma ponte que gera a união.

Para garantir o derretimento, é comum utilizar uma corrente elétrica que aumenta a temperatura. Quando a corrente é ativada, abre-se o arco.

A deposição do metal forma o chamado cordão de solda, que marca o ponto de união. Para garantir a estabilidade, é comum que o metal da solda seja mais resistente do que os elementos unidos. Como o cordão é um concentrador de tensões, é preciso ter uma resistência ampliada, para não haver a ruptura.

Depois da soldagem, o material passa por um processo de resfriamento e, então, pode ser usado dentro das condições previstas. Ao final, há a formação da junta soldada.

3.2 Quais são os tipos de soldagem existentes?

Com o avanço da tecnologia e a mudança de necessidades, os processos de soldagem passaram por transformações. Há, inclusive, possibilidades com arcos ocultos ou que não usam corrente contínua ou alternada. A seguir, veja quais são os tipos mais comuns:

3.2.1 Eletrodo revestido

Nesse processo, o metal que cria o cordão de solda aparece no formato de “vareta”. Conforme o cordão surge, ele é consumido pelo calor.

Seu revestimento evita a contaminação pelo ar atmosférico ou outras impurezas, algo possível porque a parte de fora estabelece uma camada de gás protetora ou surge na forma de escória para proteção.

3.2.2 TIG

Já o processo TIG utiliza um eletrodo que não é consumido no processo. Para garantir a proteção, é emitido um gás inerte conforme há a deposição no cordão de solda. Como consequência, o cordão de solda tem um excelente acabamento.

3.2.3 MIG

A soldagem MIG utiliza um arco com alimentação contínua de eletrodo e a proteção por meio de um gás. O arco surge entre o eletrodo fixo e a peça de metal, o que oferece uma produtividade maior e uma precisão igualmente ampliada.

3.2.4 Arco submerso

O processo conta com um eletrodo que é consumível, mas que é protegido por uma camada de pó colocada na própria peça a ser fundida. Ou seja, o arco surge dentro dessa área de proteção e deposita o metal derretido. Conforme o cordão é criado, o pó é incorporado à solda. Embora seja barato, exige ótima preparação das superfícies.

3.2.5 Por pressão

Enquanto os outros processos envolvem a abertura do arco, a soldagem por pressão tende a ser diferente. No caso da soldagem por resistência, a geração de calor ainda é necessária, mas é obtida pelo uso de resistências elétricas.

Na versão por fricção ou atrito, as peças são esfregadas até que gerem calor. Por meio de uma deformação mecânica, são pressionadas para que fiquem juntas. Para metais maleáveis, a soldagem a frio envolve uma grande deformação/pressão. Os materiais se fundem e a junta soldada é formada.

3.2.6 Oxicombustível

Quando peças de materiais idênticos serão unidas, é possível adotar a técnica de oxicombustível. Ela consiste em utilizar um maçarico com gases especiais para derreter as partes da junta. No momento adequado, as peças são unidas e formam um só elemento.

3.2.7 Plasma

Em um processo semelhante à soldagem TIG, nessa versão, o arco voltaico existe dentro de uma tocha envolva por gás de plasma. No cordão de solda, há um gás de proteção, o que garante a união da junta.

3.3 Como escolher o melhor processo?

Na hora de definir qual processo de soldagem usar, é fundamental considerar as necessidades. Pense em qual será o uso da junta soldada e quais são as exigências quanto a tempo, precisão e acabamento.

O oxicombustível é um processo ideal para quando a união acontece entre materiais idênticos. Já o TIG, o MIG e o plasma dão um acabamento melhor e mais preciso. A solda do arco submerso é a que tem maior economia e eficiência, mas exige uma preparação robusta das peças que serão unidas.

Avalie o projeto com cuidado e verifique as principais exigências. Então, será possível escolher o processo que se encaixa melhor com cada objetivo.

4. Tecidos para solda e os seus tipos

Além de se preocupar com os eletrodos e os processos, é fundamental acertar nos tecidos para solda. Esses produtos são determinantes para a segurança e ajudam a evitar acidentes de vários tipos.

Para entender melhor como isso acontece, veja o que são esses tecidos e como eles se relacionam com a segurança.

4.1 O que são os tecidos para solda?

Os tecidos para solda são feitos com materiais e processamentos especiais. Com composição específica, são resistentes a alta temperatura, não propagam chama e garantem máxima confiabilidade.

Em geral, são utilizados em áreas em que há o processo direto de soldagem, como forma de proteger todos os envolvidos. Também são empregados no momento do resfriamento lento da peça soldada.

Por conseguinte, os tecidos para solda são utilizados como equipamentos de proteção coletiva (EPC).

4.2 Qual é a relação deles com a segurança no trabalho?

Quando o arco é aberto e o processo de soldagem é feito, é comum que surjam faíscas e respingos de solda. Esses materiais são muito quentes, podendo causar queimaduras e, principalmente, acidentes de vários tipos.

Se a solda respingar em alguém sem a devida proteção, ocorrerão graves consequências. De maneira semelhante, um respingo pode gerar um pequeno foco de incêndio. Se ele não for controlado a tempo, as perdas e os prejuízos serão imensos.

Os tecidos para solda surgem como uma forma de estabelecer uma barreira física, inclusive para a contenção de incêndio. Como são duráveis e resistentes, conseguem aplacar pequenos focos de fogo. Também evitam que os respingos atinjam outros colaboradores ou pontos. Portanto, o uso desses tecidos é essencial para as medidas de proteção e segurança.

4.3 Quais são os tipos de tecido para solda?

Ao comprar tecidos para solda, você notará que eles são encontrados em versões como mantas, cortinas e lonas. A classificação depende do uso: as cortinas trabalham penduradas (geralmente por ilhós), as lonas e mantas trabalham cobrindo o piso ou algum equipamento. É de suma importância conhecer os modelos de tecidos para solda. Os mais usados atualmente são:

4.3.1 TS 550

Com fios de sílica e fiberglass, é um tecido extremamente leve e flexível. Apresenta baixo custo por metro quadrado. Utilizado como cortina para proteção de solda, suporta temperatura de trabalho de até 550° C. Por ser muito fino, apresenta uma resistência mecânica inferior aos outros tecidos.

4.3.2 TP 600

Modelo fabricado a partir da fusão de fibra de vidro e com poliuretano. Suporta até 600° C por até 120 minutos. Muito leve e extremamente eficiente, evita a propagação de chamas mesmo fora do ambiente de soldagem.

4.3.3 TS 1000

Tecido antichama da linha Premium. Ostenta altíssima resistência térmica, flexibilidade e boa resistência à tração. Composto de fibra de sílica vulcânica, é um dos melhores tecidos com propriedades antichamas. Suporta até 1.000° C, sendo indicado para aplicações refratárias e térmicas. É excelente na proteção contra respingos com eficiência.

4.3.4 TA 43

Fabricado a partir de aramida (mesma fibra do colete a prova de bala), oferece máxima resistência mecânica e alta proteção contra respingos de solda. A temperatura máxima de trabalho é de 450° C, sendo uma ótima alternativa para o trabalho em estaleiros off-shore.

5. Conclusão

O processo de soldagem é muito importante em várias indústrias, mas deve ser feito com segurança. Além das medidas de proteção, não deixe de contar com os tecidos para solda.

Eles ajudam a evitar os respingos, protegem contra incêndios e facilitam o resfriamento. Para ter o máximo potencial, conte com um fornecedor confiável, de qualidade e que ofereça itens com tecnologia.

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